Tuesday, September 27, 2005

Dhlakama perde tempo

Dhlakama está perdendo tempo!

Por Edwin Hounnou

Afonso Dhlakama, perde tempo ao passar pela Procuradoria Geral da República, PGR, Conselho Constitucional, CC; Tribunal Supremo, TS, e desaguando na Assembleia da República, para falar com os titulares dessas instituições que afundam a RENAMO. Eles só querem ouvir de Dhlakama dizer que não volta às matas, mas, são relutantes em aplicar justiça. O TS e o CC chumbaram todas as reclamações da RENAMO, nas eleições de 1999 e 2004, socorerendo-se de falácias.

O CC validou os resultados fraudulentos da Mocímboa da Praia e não mandou prender a mulher do administrador que inutilizou 100 boletins de voto favoráveis ao “derrotado”. Nas autárquicas, na Beira, foi apanhado em flagrante Henriques Lobo a cometer fraudes, porém, continua em paz. Se o mesmo tivesse sido com um da RENAMO, estaria a apodrecer na prisão, condenado por esses a quem Dhlakama pousa para a posteridade.

Militantes da RENAMO estão nas cadeias de Montepuez, Chimoio e Sussundenga, de forma injusta. Na Mocímboa, elementos da RENAMO foram atacados por simpatizantes do partido no poder, ao refugiarem-se na polícia, em vez de ajuda de que procuravam, receberam balas. Sabe-se que um contingente militar e da polícia ocupou a sede local da RENAMO, prendeu e expulsou os resistentes.

Dhlakama deveria deslocar-se à Mocímboa, Montepuez, Chimoio e Sussundenga para moralizar os membros e simpatizantes do seu partido e dizer-lhes para não desfalecerem. Enquanto Dhlakama está sendo recebido pela “malta” Madeira, Rui Baltazar, Mário Mangaze e Eduardo Mulembwe, militantes do seu partido continuam escondidos nas matas, para não serem caçados pelos correligionários daqueles com quem o líder troca sorrisos.

O líder da RENAMO deveria preocupar-se mais com as bases do seu partido, pois, desde que as eleições terminaram não mais voltou a visitá-las, enquanto o seu adversário mais directo está numa placa giratória pelas províncias. Não se pode dizer que seja por falta de fundos que Dhlakama não se faz às bases. Nada pode justificar tanta imobilidade da máquina da RENAMO!

O relatório da Liga dos Direitos Humanos referente à Mocímboa, diz que recolheram para cadeia todos em cujas casas foram encontrados enxadas, catanas e machados, por terem sido considerados instrumentos de uma nova guerra. Um camponês não pode ter sua enxada e machado em casa para não ser confundido!

Uma figura da RENAMO dizia que em política é preciso subtileza para dizer na cara do adversário que “não somos burros, conhecemos os vossos truques”. A RENAMO sempre fez tal diplomacia, porém, não ganha nenhuma eleição. Por muito que a vença, perde e o partido governamental ganha todas as eleições, ainda que seja cilindrado.

“Mocímboas” acontecerão sempre, enquanto os órgãos eleitorais representarem partidos na forma proporcional à AR. Não serão os reverendos com a cruz ao peito, sotaina ao pescoço, cartão de membro no bolso e o partido no coração que resolverão este problema.

Dhlakama deveria descer às bases em vez de ficar em Maputo a divertir-se com a “malta” Mulembwe & Companhia.

Dhlakama está perdendo tempo!

Por Edwin Hounnou

Afonso Dhlakama, perde tempo ao passar pela Procuradoria Geral da República, PGR, Conselho Constitucional, CC; Tribunal Supremo, TS, e desaguando na Assembleia da República, para falar com os titulares dessas instituições que afundam a RENAMO. Eles só querem ouvir de Dhlakama dizer que não volta às matas, mas, são relutantes em aplicar justiça. O TS e o CC chumbaram todas as reclamações da RENAMO, nas eleições de 1999 e 2004, socorerendo-se de falácias.

O CC validou os resultados fraudulentos da Mocímboa da Praia e não mandou prender a mulher do administrador que inutilizou 100 boletins de voto favoráveis ao “derrotado”. Nas autárquicas, na Beira, foi apanhado em flagrante Henriques Lobo a cometer fraudes, porém, continua em paz. Se o mesmo tivesse sido com um da RENAMO, estaria a apodrecer na prisão, condenado por esses a quem Dhlakama pousa para a posteridade.

Militantes da RENAMO estão nas cadeias de Montepuez, Chimoio e Sussundenga, de forma injusta. Na Mocímboa, elementos da RENAMO foram atacados por simpatizantes do partido no poder, ao refugiarem-se na polícia, em vez de ajuda de que procuravam, receberam balas. Sabe-se que um contingente militar e da polícia ocupou a sede local da RENAMO, prendeu e expulsou os resistentes.

Dhlakama deveria deslocar-se à Mocímboa, Montepuez, Chimoio e Sussundenga para moralizar os membros e simpatizantes do seu partido e dizer-lhes para não desfalecerem. Enquanto Dhlakama está sendo recebido pela “malta” Madeira, Rui Baltazar, Mário Mangaze e Eduardo Mulembwe, militantes do seu partido continuam escondidos nas matas, para não serem caçados pelos correligionários daqueles com quem o líder troca sorrisos.

O líder da RENAMO deveria preocupar-se mais com as bases do seu partido, pois, desde que as eleições terminaram não mais voltou a visitá-las, enquanto o seu adversário mais directo está numa placa giratória pelas províncias. Não se pode dizer que seja por falta de fundos que Dhlakama não se faz às bases. Nada pode justificar tanta imobilidade da máquina da RENAMO!

O relatório da Liga dos Direitos Humanos referente à Mocímboa, diz que recolheram para cadeia todos em cujas casas foram encontrados enxadas, catanas e machados, por terem sido considerados instrumentos de uma nova guerra. Um camponês não pode ter sua enxada e machado em casa para não ser confundido!

Uma figura da RENAMO dizia que em política é preciso subtileza para dizer na cara do adversário que “não somos burros, conhecemos os vossos truques”. A RENAMO sempre fez tal diplomacia, porém, não ganha nenhuma eleição. Por muito que a vença, perde e o partido governamental ganha todas as eleições, ainda que seja cilindrado.

“Mocímboas” acontecerão sempre, enquanto os órgãos eleitorais representarem partidos na forma proporcional à AR. Não serão os reverendos com a cruz ao peito, sotaina ao pescoço, cartão de membro no bolso e o partido no coração que resolverão este problema.

Dhlakama deveria descer às bases em vez de ficar em Maputo a divertir-se com a “malta” Mulembwe & Companhia.